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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Convivio Solidário com a Guiné-Bissau, na zona de Mafra


Incendios de 15 de Outubro de 2017

"Por muito que a frieza destes tempos cheia de números e chavões políticos convidem a banalizar, estes 100 mortos não mais sairão do meu pensamento, com o peso enorme na minha consciência como no meu mandato presidencial”.PR.

Foto captada em Vieira de Leiria (net)

domingo, 1 de outubro de 2017

José Narciso Costa, mais um aniversário.

Vamos ficando mais velhotes. E o Narciso não escapa apesar do seu óptimo aspecto.
Muitos parabens companheiro. Que continues com saúde junto dos teus.
Um grande abraço.
Leandro Guedes.




quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Desta vez é o José Justo a fazer anos

O Justo passa hoje mais um aniversário.
Muitos parabens companheiro, com votos de boa saúde.
Que passes um bom dia.
Recebe um grande abraço.
Leandro Guedes.




quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Artur Camelo, passa hoje mais um aniversário.

Parabens amigo neste dia do teu aniversário.
Um grande abraço e que continues com saúde, jun to dos teus.
Parabens. 
Leandro Guedes.






D.Manuel Martins -1927 - 2017



"De Joelhos Diante de Deus, de Pé Diante dos Homens", frase de D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto, que D. Manuel Martins dizia com frequência.
D. Mauuel Martins, Bispo Emérito de Setubal
2017 - 2018

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Outono

Mais um ano se passou e mais um Outono que começa.
A bela estação do ano e da vida...

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

MONUMENTO DE HOMENAGEM AOS EX-COMBATENTES - ALCOUTIM.

MONUMENTOS DE HOMENAGEM AOS EX-COMBATENTES.
Através do blog DIVERSIDADESESQUECIDAS, tivemos conhecimento de mais um Monumento de Homenagem aos ex-combatentes, desta vez em Alcoutim. Um belo Monumento. Muito obrigado.




Homenagem aos ex-Combatentes, em Oliveira do Douro.

Este evento realizou-se no passado dia 9. Apesar do atraso não quisemos deixar de publicar o cartaz que em devido tempo nos foi enviado.


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Bebendo uma bica

  1. Eu e o Carlos Azevedo estivemos a tomar uma bica. Pensamos inaugurar as obras na sua casa de Almada. Tenciona convidar alguns mastigantes lá para o mês de Outubro. O menu será certamente como entrada camarão e peixe seco fritos à moda do Enxudé o prato principal será decerto nheco à braz à moda de Tite. O tinto será da tasca do Alfredo de Cacilhas e os digestivos bagaço do contige e medronho do PP. Os doces são da pastelaria ao lado da casa do Carlos. Tenham uma boa semana. Pica Sinos.

Em casa do Pires

  1. O camarada Contige (padeiro) e o camarada Correia (TMS) a guardarem o cão na casa do Vaz Pires em Cascais. Que bem que estão. Pica Sinos.

As Senhoras do BART

Hoje foi a festa do aniversário da D. Delfina Vaz Pires. Mulher do nosso camarada Pires da secção dos morteiros. O evento teve lugar na sua casa em Cascais onde estiveram presentes amigos e familiares. Foi um dia muito bem passado repleto de amizade e de confraternização. Parabéns dona Delfina que conte muitos mais anos com saúde. Bj.
Na ocasião soubemos que a D. Fernanda mulher do nosso camarada Hipolito do SPM festejou hoje o seu aniversário na casa do Mestre das transmissões no Alentejo. Os nossos parabéns que conte muitos mais com saúde. Bj.

Pica Sinos.
D. Delfina e D. Fernanda

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Antonio Luis Traquino - a campa

ANTÓNIO LUIS TRAQUINO.
Companheiros, recebemos do filho do João Luis Traquino, a foto da campa do seu pai e nosso amigo, provando que a mesma está pronta.
Já demos inicio ao pedido da placa metálica para depois se mandar fazer a placa em pedra. Quando estiverem prontas, alguém se há-de encarregar de ir ao Algarve colocar a mesma:

"Boa tarde. Envio as fotos da campa do meu pai conforme combinado. Fico a aguardar. Um abraco para todos vós.
João Luis Traquino "



Parabens ao Manuel Palma



Parabens ao nosso amigo Manuel Palma, que hoje passa mais um aniversário.
Tudo de bom para ti amigo Palma, muitos parabens, que tenhas muita saude. Que passes um dia alegre e bem disposto.
Um abraço.
Leandro Guedes.

sábado, 16 de setembro de 2017

Sardinhada em Peniche.

Tal como prometido, aconteceu... E estavam deliciosas, assadas pelo mestre Guilherme. Só o Monteiro comeu 24, acompanhadas com água do Luso... Para rematar uma aguardente de medronhos, que o nosso capitão levou. Obrigado Henriques. 

  • Conferencia "Guiné/Bissau - Roteiro da Memória.


    CONFERÊNCIA "GUINÉ BISSAU - ROTEIRO DA MEMÓRIA"
    por Luís Pedro Nunes e Alfredo Cunha
    Data: 4 de Outubro, 2017, 17H
    Local: Associação 25 de Abril em Lisboa
    Conferência realizada no âmbito da viagem promovida pela Pinto Lopes Viagens à Guiné Bissau, com o acompanhamento dos autores Luís Pedro Nunes e Alfredo Cunha, entre os dias 2 e 12 de novembro de 2017. Entrada gratuita e sujeita a inscrição... obrigatória através dos contactos habituais da Pinto Lopes Viagens.

    Porto: 222 088 098 . Lisboa: 213 304 168
    geral@pintolopesviagens.com

    sábado, 2 de setembro de 2017

    Parabens ao Mestre




    Parabens ao nosso amigo Mestre, que passa hoje mais um aniversário.
    Que contes muitos companheiro, com saúde e boa disposição, junto dos teus familiares.
    Um grande abraço.
    Leandro Guedes.

    sábado, 26 de agosto de 2017

    ... e eis senão quando... texto e pinturas do José Justo, enviados logo a seguir ao almoço de Ovar.


    ...e eis senão quando... descubro estas “preciosidades” !! Muitos não saberão, mas o nosso amigo Cavaleiro fazia uns bonecos com pincéis e tintas, e pena é, que por modéstia, nunca nos tenha mostrado os seus trabalhos. Em Tite, um dia apareceu no Centro Cripto com toda a panóplia artística que tinha mandado vir de casa. Tintas de óleo, pincéis etc. Claro que fiquei logo com os olhinhos às cambalhotas. Convenci-o a deixar-me experimentar fazer uns bonecos, ele acedeu...e lá saíram estas “obras primas” que são vistas da Tabanca de Tite. À falta de telas...como suporte... cartolina de dossiers... Não gozem...para quem nunca tinha pegado num pincel... Obrigado Cavaleiro, como vê, e sem saber, foi o meu padrinho nas lides pictóricas. 
    Zé Justo
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    comentário: Zé Justo
    ** Amigos Esse cabeçalho de pintor, é ofensa para os pintores !!Nunca passei de um curioso/experimental troca-tintas, e nada mais que isso.Pus os bonecos porque me lembrei logo do Cavaleiro, e é principalmente para recordar o nosso amigo.Como tal, tomei a liberdade de por o "pintor" entre comas!!O seu a seu dono !!Boas férias para todos 27 de junho de 2009 às 20:27

    sexta-feira, 25 de agosto de 2017

    Histórias à volta do nosso almoço em Ovar - escrita pelo Pica Sinos logo após o almoço.



    Histórias à volta do nosso almoço em Ovar.

    UMA HISTÓRIA QUE FICOU POR CONTAR
    Talvez não saibam, logo após “descobertos”, 4 décadas passadas, os telefonemas e as falas aqui ali embargadas, sobretudo na casa do Mestre, não deixaram de parar tal as saudades (chorosamente) manifestadas.

    Estou a relembrar 3 grandes camaradas que vivem no Baixo Alentejo. Em Monte Fialho - o Mestre, em Moura - o Ramos, e o Pedro - em Montes Altos, no concelho de Mértola, como se sabe protegido num lar para idosos.
    Com as presenças do Guedes, do Mestre, do Ramos e da minha pessoa, num encontro prévio, em Montes Altos, no passado mês de Março, no objectivo de visitar o Pedro, que antes julgávamos ter morrido, ressaiu a possibilidade de todos se deslocarem a Ovar, quando e por ocasião do nosso 20º Almoço Convívio marcado para 23 de Maio de 2009. A partir daqui foi o desassossego, ninguém calava ninguém ao ver surgir da possibilidade de encontrar amigos que há longa data, os “perdidos” não abraçavam.

    Uma vez que os nossos amigos, partiriam de pontos diferentes do Alentejo, para um comum (Castro Verde), estava fora de hipótese viajar de noite ou pela madrugada. Tal facto (e isto com os alentejanos tem que ser devagar e com tempo) umas semanas antes do evento foi discutido exaustivamente o melhor trajecto e transporte, chegando-se á conclusão, (três dias antes), que para utilizar o comboio que partiria de Lisboa a tempo de respeitar o horário do encontro marcado para o Jardim dos Campos (ou das Rosas) em Ovar, teria que ser antecipada a partida em um dia, facto que acarretaria despesas com alojamentos e na restauração. Mas a surpresa estava guardada.
    Camaradas…avancem, adianta o autor do texto, …embora não tenha casa para os albergar (não era no chão da minha casa que os amigos do peito iam dormir), …não é problema, tenho uma tenda roulotte no Parque de Campismo na Costa da Caparica, com tudo o que é necessário para passar meses de férias, quanto mais para uma noite…Avancem camaradas! Assim aconteceu!

    No dia que antecede o 20º Almoço de Confraternização, eram cerca das 12,30, quando nos encontrarmos na Rotunda do Centro Sul, em Almada, arrumamos o carro do Ramos na frente da minha porta, em Corroios, visitam a minha mulher e a minha neta Inês, partindo de seguida, agora, todos conduzidos por mim, para o almoço num dos mais afamados restaurantes de Almada – o Horácio -.
    Bem almoçados e melhor regados, fomos largar a bagagem na “casa de férias” com vistas para Oceano Atlântico, para logo depois rumarmos á estação do caminho de ferro Oriente, onde adquirimos os bilhetes para a viagem do dia seguinte. Já no Centro Comercial Vasco da Gama, o Pedro manifestou alguma dificuldade nas escadas rolantes, na primeira que pisou, não fora o Mestre segurá-lo, a descida tornava-se mais rápida. Nas subidas o desequilíbrio era menor, também já éramos 2 a “montar segurança”. Fiquem sem saber dos “acidentes” que se passaram com Mestre e com Pedro e um outro utente nas casas de banho deste Centro Comercial.

    Depois das compras feitas, com vistas a servir umas patuscadas previstas para as viagens na ida para Ovar e na vinda, apreciamos, na Cova do Vapor, sitio outrora de pescadores, a foz do rio Tejo. Passeamos no recente passadiço, junto ao mar, da Costa da Caparica. O silêncio dos meus convidados foi bem patente face à oportunidade em admirarem a beleza e a grandeza deste mar que se esgota com o olhar e no horizonte.
    No regresso à vila do Pragal, (terra onde Fernão Mendes Pinto foi desterrado por castigo das mentiras que se pensa ter infligindo ao reino, quando da sua viagem à China), o restaurante – Geraldos – foi o local escolhido para jantar, seguindo-se após o repasto, já na “casa de férias”, a preparação e os cortes de jeito afatiado: do queijo, do presunto, do paio e do pão, que o Mestre fez transportar e na manhã seguinte, na viagem para Ovar, serviu no bar do comboio, acompanhados por “tintos” de região demarcada, estes ofertados pelo Ramos. Diga-se que foram muito admirados, por muitos dos “guerreiros” tendo em conta as suas elevadas qualidades. (os menus e os tintos)

    23 de Maio de 2009, a expectativa de abraçar muitos dos camaradas é muito grande. O Carlos Azevedo e eu vamos buscar os “perdidos” ao portão do parque de campismo, são 6 horas da manhã, rumamos à estação do Oriente porque outros nos esperam. Como foi bonito abraçar e ver abraçar homens que as vicissitudes do tempo não permitiram durante 40 anos.
    Pica Sinos

    quinta-feira, 24 de agosto de 2017

    Organização do Blog do BArt 1914


    Para maior comodidade de quem navega neste blog, o ARQUIVO de todos os artigos, desde o inicio do blog em Janeiro de 2008,  continua do lado direito, mas passou para o topo.
    Depois temos fotografias de Tite, Uma página da RTP muito interessante sobre  Guerra Colonial e outros temas, Os Lusíadas para ler, vários outros blogs interessantes para navegar, a descrição de todos os nossos almoços anuais, o acesso rápido aos facebooks de todos os companheiros, um contador de visitas que vai nas 333.174 visitas e outros sites interessantes, etc etc.
    Do lado esquerdo estão as fotos de todos nós, ou quase, porque há alguns que teimam em não mandar as suas próprias fotos.
    E estão também os nossos companheiros já desaparecidos e dos quais tivemos conhecimento do seu falecimento. 
    Como sempre, continuamos a aceitar sugestões para melhorias.
    Abraços companheiros.
    Leandro Guedes.

    A passerelle da cueca, ainda hoje é recordada... (escrito em 2009)


    Na verdade este almoço de Ovar, proporcionou a aparição de grandes escritores, que infelizmente se ficaram pela rama, pois deixaram de escrever. Este escrito logo após o almoço de Ovar,  é mais uma prova desse valor escondido…
    Esta historia romanceada , escrita pelo Pica Sinos tem um fundo de verdade, mas na sua maior parte, pelo que sei e vi, é na verdade um romance. Mas está bem escrito e é muito descritivo, imaginativo.

    Aconteceu que o dito fumador de cachimbo, infelizmente já falecido, solicitou por aerograma à sua namorada, o envio duma peça de roupa íntima (dela), o mais íntima possível, para que ele se sentisse menos só…
    E se ele foi rápido a pedir, mais rápida foi ela a enviar.

    Daí para a frente, outro colega nosso, o Arrabaça,  infelizmente também já falecido, e que contava este episódio com muita graça rindo-se à gargalhada e fazendo rir,  e ainda, o Abreu, o Rosas e o Ramos, faziam a cabeça em água ao pobre namorado que se desfazia em carinhos com a sua (dela) peça de roupa intima, passeando pela caserna.
    Em momentos de grande aflição, quando os turras atacavam, servia-lhe de amuleto e protecção.

    Por motivos óbvios, não vou falar aqui nos nomes, mas quem viveu de perto esta situação, sabe de quem se fala e o quanto tudo isto serviu para momentos bem passados e descontraídos.
    Este episódio para o comum dos mortais, não tem graça nenhuma, mas para aqueles cento e tal homens, enfiados no mato, sempre à espera da próxima hora, era delicioso e alegrava a mente.

    Para os nossos amigos já falecidos, grandes protagonistas destas cenas, a nossa saudade e o lamento profundo de que já não estejam perto de nós.
    Que estejam em Paz!.

    Obrigado Pica Sinos, que pena escreveres tão pouco!
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    A “PASSERELL” DA CUECA AINDA HOJE É RECORDADA

    As coisas são como são, confesso que escrever sobre cuecas não é a minha especialidade, mas, vem a intenção a propósito (e à memória), resultante de uma conversa escutada abusivamente, diga-se, no passado Almoço Convívio realizado em Ovar. Ou seja, segundo me apercebi, alguém dizia que em Tite, na caserna dos furriéis, afortunados mirones, assistiram durante considerável período de tempo, a ”passagens de langerie”, certames organizados por um dos companheiros, não só no intuito do aprazimento, mas também para instigar invejas aos que por perto sabia que o observavam. E não se pense que a galhofa ficava só por aquele espaço, havia outros, também, ansiosos por saber o que se “mirava” em tal pavilhão, mas azarados, só tinham direito aos comentários produzidos na “ primeira página” no jornal da caserna. Dizem os entendidos que a “roupa” íntima dos homens data desde a era das cavernas. O couro era moldado como um triângulo, amarrado em redor do quadril e laçado por fitas entre as pernas, voltando a ser amarradas novamente no quadril. Já no século XII, com o desenvolvimento das novas tecnologias (armaduras), há época, tal roupa, já moldada em faixas de linho, era usada como protecção contra o metal que era áspero e mais tarde já não atada ao quadril, mas sim amarradas abaixo dos joelhos. É certo que a moda feminina acompanhou sempre, até diria, na vanguarda, a estilização “cuecal”, qual estorvados espartilhos do século XIX. Hoje nem sequer e bem, as nalgas são protegidas/tapadas, mas passemos à história em Tite. O nosso protagonista fumava cachimbo, certamente motivado também pela nostalgia, lembrou-se de solicitar à então namorada o envio de umas cuecas femininas, que compreensível e nada ofendida, satisfez tal pedido com e da melhor confecção em seda e, de corte do mais sexy então existente. Diziam, no almoço, então as más línguas, que era vê-lo encostar tal tecido à sua face ou machucando-o nas mãos, ou ainda, ostentando tal ornamento tapando a boca e nariz (qual bailarina de ventre) rindo disfarçadamente daqueles que sabia que o miravam, imaginando certamente, que os vértices das divisas amarelas da classe dos sargentos, colocadas nos ombros, passam a linha recta mais parecendo as divisas da classe dos alferes.

    Pica Sinos “

    quarta-feira, 23 de agosto de 2017

    O Luis Manuel Dias apareceu pela primeira vez, no almoço de Ovar, em 2009.

    E o Justo enviou-nos, em Maio de 2009,  o seguinte inquérito, feito pelo Luis Silva ao José Justo, em Outubro de 1967. Aqui vai a obra:

    Compilação Perguntas/Respostas do inquérito Facsimile nas fotos juntas, pertença e gentilmente cedido pelo ex Furriel Luis das TMS .

    Nota: Tinha 22 anos aquando deste inquérito, feito em Tite e da autoria do Furriel Luis, durante a guerra da Guiné. Passados 42 anos sobre este escrito, muitas das resposta, hoje não as daria de forma nenhuma assim, principalmente no que concerne à mulher, a ser “pouco comunicatico” (hoje é o contrário) e nos nomes, lamentavelmente não inclui o de Raul de meu pai, um grande Homem, pelo qual, naquela altura não dava o devido apreço e que com o tempo muito admirei, muito me apoiou e que sempre recordarei como um exemplo. José Justo Maio 2009. N.B. – RESPONDA AS TODAS AS PERGUNTAS, COM A MAIOR APROXIMAÇÃO DA VERDADE POSSÍVEL. ABSOLUTAMENTE CONFIDENCIAL.
    1 – Nome: José Manuel Jordão Justo

    2 – Data de nascimento: 28 Setembro 1945
    3 – Morada: Lisboa

    4 – Qual é, a seu ver, o cúmulo da miséria ? Pobreza de espírito
    5 – Onde gostaria de viver ? Suécia ou Finlândia

    6 – Qual é o seu ideal de felicidade terrestre ? Alcançar o que se pretende
    7 – Com quem é mais indulgente ? Comigo E com quem é menos ? Também comigo

     8 – Quem é o herói do romance que mais o impressionou ? Não me impressiono com heróis fictícios, mas talvez leve a minha preferência para - Rocambole
    9 – Qual é a figura histórica que mais o apaixona ? Nero

    10 – Quais as heroínas da vida real que mais admira ? Minha mãe (duma maneira muito especial)
     11 – E heroínas da ficção ? Nenhuma

     12 – O seu pintor favorito ? Dürer
     13 – O seu músico predilecto ? Strauss, entre muitos

    14 – Qual a qualidade que mais aprecia no homem ? Inteligência, Humor refinado
     15 – E na mulher ? Só a beleza (mesquinho ?...talvez !!)

     16 –Qual a virtude que mais o encanta ? Não necessitar de ninguém
     17 – Qual passatempo que mais o recreia ? Andar sozinho de noite por locais solitários

    18 – Á sua profissão preferiria outra ? ----------------------
    19 – Qual a principal feição do seu carácter ? Pouco comunicativo, inconstante

    20 – Que predicado mais preza num homem ? Sê-lo, mas a sério
    21 – E na mulher ? Olhos azuis e cabelos loiros

    22 – E nos amigos ? -------------------------
    23 – O seu defeito principal ? O não os confessar

    24 – A côr que lhe vai melhor ? Azul escuro
    25 – A flor que põe na lapela ? ----------------------------

    26 – Qual o pássaro que acha mais curioso ? Nenhum em especial e todos de uma maneira geral.
    27 – Os seus autores predilectos (prosa) ? Guy Maupassant, François Sagan

    28 – E os seus poetas ? Bocage

     29 – Os seus heróis na vida real ? De Gaulle
    30 – As suas heroínas históricas ? -----------------------------
    31 – Os nomes que acha mais bonitos no onomástico nacional ? Carlos, Helena, o meu

    32– Que mais detesta no mundo ? Acordar, falta de dinheiro
     33 – E na sua pessoa ? Inconstância

    34 – E quais os motivos capitais da sua aversão no governo das sociedades ? ------------------------
    35 – Que sucesso histórico mais admira ? A victória dos Aliados sobre a Alemanha nazi

    36 – E qual a reforma político-social que mais agradou o seu espírito ? ------------------------------- 37 – Que graça pediria a um feiticeiro ? Dinheiro
    38 – Como gostaria de morrer ? De qualquer modo, em qualquer altura, mas rapidamente

    39 – Estado presente do seu espírito ? Indiferente...e muito longe...
    40 – Actos da vida que lhe inspiram mais confiança ? A posse total

    41 – A sua divisa ? Pensamento: “Os cães ladram e a caravana passa”
    42 – Qual a seu ver a verdadeira definição de amor ? Se realmente existe, não creio tenha definição

     43 – O que pensa representar para si um beijo ? Nalguns casos, uma cancela que se fecha, noutros um paraíso que se abre...
    44 – DEDICATÓRIA (N.B.: Nesta dedicatória dê um parecer, favorável ou não, acerca do exposto neste inquérito cultural) Talvez, quando daqui a tempos todo o nosso martírio terminar estas respostas te possam infelizmente recordar um período demasiado longo da tua existência para valer a pena voltar ao que não voltará jamais. No entanto “Vale sempre a pena, quando a alma não é pequena” José Justo – Guiné 22 Out 67.

    terça-feira, 22 de agosto de 2017

    0 20º almoço anual em Ovar, pela pena do seu organizador, o José Costa, escrita por ocasião deste almoço



    20º ALMOÇO CONVÍVIO DO BATALHÃO 1914
    OVAR 23 DE MAIO DE 2009

    A história deste convívio começa a desenhar-se em S. Martinho do Porto em 17 de Maio de 2008, após “reunião” dos Chefes Superiores, nestas andanças de comes e bebes.Por determinação “Superior” fui incumbido de organizar o 20º Almoço de confraternização e por coincidência comemorativo do 40º aniversário do nosso regresso de terras de África (Tite-Guiné-Bissau).Como um bom ex-militar e obediente, não pude recusar a missão que me colocaram em mãos. Vai daí no início de Abril, comecei por fazer um texto como convocatória a todos os inscritos na lista que me foi entregue. Logo comecei a receber as primeiras inscrições. Mas como sempre, os portugueses deixam tudo para última hora, tendo-me “obrigado” a fazer algumas chamadas de última hora. Valeu a pena porque compareceram á mesa 133 pessoas o maior recorde de presenças até hoje em almoços de convívio do Batalhão!O dia de 23 de Maio marcado para o evento, nasceu cinzento e ameaçar uma boa descarga de água. Felizmente tal não aconteceu apesar de algumas gotas ameaçadoras para logo abrir um sol até bem quente por sinal.Pelas 10 horas e 30 minutos, começaram a aparecer os primeiros “comedores” no lindo Jardim dos Campos também conhecido por Jardim das Rosas. Logo ali começaram a distribuir abraços. O primeiro elemento “novo” aparecer bem documentado com uma pastinha á maneira, e que nunca tinha estado em nenhum convívio, foi o nosso Luís Manuel Bastos Dias, (nome de guerra: Luizinho das tms) este nosso amigo ficou muito comovido com os abraços dos colegas de há 40 anos e foi o último a abandonar o restaurante! Bom á medida que o “pessoal” ia chegando, fui distribuindo como presente e para marcar o dia do convívio, um azulejo com o nosso logo do Batalhão e os dizeres comemorativos tendo como fundo um símbolo da Ria de Aveiro, um moliceiro. A minha lembrança do azulejo, deve-se ao facto de Ovar ser conhecida como: Ovar cidade museu do azulejo. Cerca das 12 horas e 30 minutos a custo, lá se conseguiu reunir as pessoas para fazer uma foto de família. Pelas 13 horas, entramos no Restaurante a Garrafeira ao som da música ambiente e ao vivo do meu querido amigo e familiar Manuel Ferreira e sua filha Sara nas teclas. Na testa da mesa ficou o Paraíso Pinto, o Pereira e a Snrª Drª. Maria Margarida e suas duas filhas. Á direita do “nosso” Capitão, eu a minha Madrinha de Guerra, minha neta e filha. O pessoal acomodou-se como de costume, fazendo grupinhos principalmente com aqueles que nunca vieram, foi caso do Ramos, o Mestre, o Flores, o Barros o Correia… imaginem só, estes apenas das tms!! O Francisco Silva das tms (tinha de ser mais da tms!) telefonou de França, falou comigo, com o Pica, o Mestre e outros. Este malandro do Silva vai pagar um almoço às tms, ai vai, vai! O repasto correu com muita alegria, de tal forma que o nosso “Camelo” de seu nome Alberto Artur Camelo, foi dar um cheirinho ao palco cantando para todos nós. O melhor é que este amigo, trazia a famosa guitarra com que nos brindava com os seus acordes no posto de rádio em Tite! Pena que não houve tempo para o ouvir tocar. Camelo! Não vais perder pela demora, um dia não muito longínquo a malta das tms vai te bater á porta!E depois de um bom Cozido à Portuguesa, bem regado com um bom tinto a acompanhar, veio o momento de cortar o bolo do Batalhão 1914 e fazer os agradecimentos, tomando da palavra, eu e o Paraíso Pinto. Feitos os agradecimentos e com o adiantar da hora, visto que havia pessoas que fizeram largas centenas de klms para estarem no almoço, assim como a rapaziada vinda de Lisboa em comboio. Foi um dia maravilhoso e feliz que eu jamais esquecerei. Em reunião das “tropas” e por consenso, ficou “determinado” que o 21º Convívio vai ser organizado pelo nosso querido amigo Hipólito Sousa em Baltar em data a determinar.Um bem-haja a todos os amigos que vieram até Ovar, e até ao próximo abraço em Baltar
    José Costa

    "PAI É PAI, E AMOR POR TI É ALGO ÚNICO." - o testemunho duma filha do alf Rodrigues, por ocasião do almoço anual em Ovar.



    Amigos!
    Recebi da filha do nosso querido amigo e falecido Alf. Joaquim Rodrigues, o email que vos reenvio com uma dedicatória da filha Filipa que á data do falecimento do pai teria 8 anos!

    Acho que ficaria bem acrescentar no Blog.
    Costa
    ...............................

    "Boa noite ! Já encaminhei de dizer à minha mãe, Margarida Costa, o que respondeu ao e-mail enviado. Não sei até que ponto seria conveniente enviar uma 'dedicatória' que fiz 'para o meu pai'. Mas penso que é sempre comovente ver como as pessoas reagem quando as pessoas deixam de estar entre nós . E ainda mais , uma pessoa tão chegada que é o meu pai, e tendo eu 8 anos quando ele morreu. Deixo ao seu critério, de qualquer das formas , envio-lhe em seguida o que fiz :
    ...

    "As coisas nem sempre acabam da forma que queremos. Muitas coisas ficaram por fazer e dizer. Muitas coisas ficaram engasgadas aqui dentro, e ainda hoje mantenho um nó na garganta, que parece que a cada dia se torna mais difícil de desamarrar. Tenho muitas incertezas penduradas na cabeça. Desde o dia dezoito de Outubro de 2001 que sinto que faltou muito, mas mesmo muito para te transmitir o quanto te amava e o quanto tinha para agradecer pelo facto de ser tua filha, por me teres mudado as fraldas e me teres ensinado a dizer 'papá' e conhecer o verdadeiro significado e a verdadeira importância desta palavra. Não estou certa ao acreditar naquilo que os outros insistem em me dizer, no intuito de me consolarem: 'O céu é um lugar bonito, vais ver que foi melhor assim'.
    Não.
    Mas duma coisa eu tenho a certeza : nada, nem ninguém te substitui. Pai é pai, e amor por ti, é algo único. "

    Filipa Rodrigues, 15 anos.
    ...

    Em anexo, uma fotografia, tirada pouco tempo antes do meu pai falecer .
    ( Na fotografia, eu, o meu pai e a minha irmã )

    muito obrigada ."

    UMA HISTORIA QUE FICOU POR CONTAR, da autoria do Pica Sinos, por ocasião do 20º almoço anual em Ovar.


    UMA UMA HISTÓRIA QUE FICOU POR CONTAR

    Talvez não saibam, logo após “descobertos”, 4 décadas passadas, os telefonemas e as falas aqui ali embargadas, sobretudo na casa do Mestre, não deixaram de parar tal as saudades (chorosamente) manifestadas.

    Estou a relembrar 3 grandes camaradas que vivem no Baixo Alentejo. Em Monte Fialho - o Mestre, em Moura - o Ramos, e o Pedro - em Montes Altos, no concelho de Mértola, como se sabe protegido num lar para idosos.

    Com as presenças do Guedes, do Mestre, do Ramos e da minha pessoa, num encontro prévio, em Montes Altos, no passado mês de Março, no objectivo de visitar o Pedro, que antes julgávamos ter morrido, ressaiu a possibilidade de todos se deslocarem a Ovar, quando e por ocasião do nosso 20º Almoço Convívio marcado para 23 de Maio de 2009. A partir daqui foi o desassossego, ninguém calava ninguém ao ver surgir da possibilidade de encontrar amigos que há longa data, os “perdidos” não abraçavam.

    Uma vez que os nossos amigos, partiriam de pontos diferentes do Alentejo, para um comum (Castro Verde), estava fora de hipótese viajar de noite ou pela madrugada. Tal facto (e isto com os alentejanos tem que ser devagar e com tempo) umas semanas antes do evento foi discutido exaustivamente o melhor trajecto e transporte, chegando-se á conclusão, (três dias antes), que para utilizar o comboio que partiria de Lisboa a tempo de respeitar o horário do encontro marcado para o Jardim dos Campos (ou das Rosas) em Ovar, teria que ser antecipada a partida em um dia, facto que acarretaria despesas com alojamentos e na restauração. Mas a surpresa estava guardada.

    Camaradas…avancem, adianta o autor do texto, …embora não tenha casa para os albergar (não era no chão da minha casa que os amigos do peito iam dormir), …não é problema, tenho uma tenda roulotte no Parque de Campismo na Costa da Caparica, com tudo o que é necessário para passar meses de férias, quanto mais para uma noite…Avancem camaradas! Assim aconteceu!

    No dia que antecede o 20º Almoço de Confraternização, eram cerca das 12,30, quando nos encontrarmos na Rotunda do Centro Sul, em Almada, arrumamos o carro do Ramos na frente da minha porta, em Corroios, visitam a minha mulher e a minha neta Inês, partindo de seguida, agora, todos conduzidos por mim, para o almoço num dos mais afamados restaurantes de Almada – o Horácio -. 

    Bem almoçados e melhor regados, fomos largar a bagagem na “casa de férias” com vistas para Oceano Atlântico, para logo depois rumarmos á estação do caminho de ferro Oriente, onde adquirimos os bilhetes para a viagem do dia seguinte. Já no Centro Comercial Vasco da Gama, o Pedro manifestou alguma dificuldade nas escadas rolantes, na primeira que pisou, não fora o Mestre segurá-lo, a descida tornava-se mais rápida. Nas subidas o desequilíbrio era menor, também já éramos 2 a “montar segurança”. Fiquem sem saber dos “acidentes” que se passaram com Mestre e com Pedro e um outro utente nas casas de banho deste Centro Comercial.

    Depois das compras feitas, com vistas a servir umas pastuscadas previstas para as viagens na ida para Ovar e na vinda, apreciamos, na Cova do Vapor, sitio outrora de pescadores, a foz do rio Tejo. Passeamos no recente passadiço, junto ao mar, da Costa da Caparica. O silêncio dos meus convidados foi bem patente face à oportunidade em admirarem a beleza e a grandeza deste mar que se esgota com o olhar e no horizonte.

    No regresso à vila do Pragal, (terra onde Fernão Mendes Pinto foi desterrado por castigo das mentiras que se pensa ter infligindo ao reino, quando das sua viagem à China), o restaurante – Geraldos – foi o local escolhido para jantar, seguindo-se após o repasto, já na “casa de férias”, a preparação e os cortes de jeito afatiado: do queijo, do presunto, do paio e do pão, que o Mestre fez transportar e na manhã seguinte, na viagem para Ovar, serviu no bar do comboio, acompanhados por “tintos” de região demarcada, estes ofertados pelo Ramos. Diga-se que foram muito admirados, por muitos dos “guerreiros” tendo em conta as suas elevadas qualidades. (Diga-se os menus e os tintos)

    23 de Maio de 2009, a expectativa de abraçar muitos dos camaradas é muito grande. O Carlos Azevedo e eu vamos buscar os “perdidos” ao portão do parque de campismo, são 6 horas da manhã, rumamos à estação do Oriente porque outros nos esperam. Como foi bonito abraçar e ver abraçar homens que as vicissitudes do tempo não permitiram durante 40 anos.

    Pica Sinos

    Algumas fotos no almoço anual em 2009

    O Ramos, o Mestre e o Correia

    O Rosas, Guedes, Arrabaça (falecido), Ramos, Carlos Azevedo, Botas (falecido), Mestre e Pica Sinos
    Arrabaça (falecido)


    Palma e o Pedro